quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Big Bang Digital

Às vezes, evoluir significa destruir. O Big Bang esteve aí pra provar essa teoria.

Evoluir implica em deixar o antigo de lado, jogar o comodismo pra escanteio e não ter medo de fazer a diferença. É abrir espaço para a novidade, é zerar os bits.

Quem já perdeu 200 gigas de um HD de 320 (eu já. E sem backup), ou algumas fotos de 35 kbytes num pendrive de 128 megas sabe que dá no mesmo. Ninguém gosta de se desfazer, de perder coisas, por mais insignificantes que possam parecer.

Isso acontece porque toda perda trás em si uma ideia ruim, mas eu penso que se o universo não tivesse "explodido" um sol maior, talvez você não estivesse lendo isso nesse instante (ok, talvez fosse mesmo uma boa ideia).

É por isso que na semana que passou (quando esse post começou a ser escrito, por sinal à mão, no Metrô) eu deletei um monte de gente do meu Orkut, do MSN, do Facebook, do Twitter e ainda vou deletar mais.

Quero me concentrar nas coisas e não apenas "colecionar miguxos". Tenho algumas metas como escrever roteiros, emagrecer, aprender a dançar que nem o Michael Jackson, fazer Taiyando, ler mais. Ver House e Fringe enquanto Lost e Heroes não começam novas temporadas.

Mas eu percebi que não se pode realmente querer abraçar o mundo. Eu reclamo da falta de tempo, mas não costumo fazer nada útil no tempo livre. Agora vou fazer, por bem ou por mal. Em função disso, também vou deletar meus outros blogs. Focar nesse aqui, no Applelogia e em projetos que vocês conhecerão em breve. :D

Curiosamente, enquanto fazia o rapa na minha rede social, descobri uma fonte infinita de material humano para trabalhar. Curioso como deletar pode ser soma, ao invés de subtração. São vidas, hábitos, estilos, referências..., tudo o que pode ser usado para a criação de personagens e histórias.

Passei a observar as pessoas. Como são? Que nomes tem? Pra onde vão e porque?

O que move cada um, além da vontade de caminhar ou ficar na mesma, andando simplesmente no ritmo da vida?

Quando comecei a enxergar essas coisas o metrô estava silencioso (eu tinha pego um dos novos trens), mas acho que meu cérebro estava fazendo muito barulho.

Desenferrujar a mente é uma tarefa árdua, mas como eu sempre digo não precisa ser fácil, basta ser possível. E é possível.

Agora quero saborear o whisky direito, fazer um email mais simples... Unificar os que eu tenho. Acordar. Conhecer, fazer e fluir. Evoluir, pois a destruição pede isso.

Me inspirar a cada expiração.

Agora vai ser assim: o oxigênio entra e as ideias saem. Pensar não dói.

2 comentários:

T. Croft disse...

Adorei o post!
Digno fazer isso e não faz mal para niguém!
"- Aaaahhh você me deletou do orkut! Porqueeeee migo?
- Não temos mais assunto."

Preciso fazer a limpa de novo nas minhas coisas, que nem você. Sai pelo menos sai e entrei no orklut umas 3 ou 4 vezes, mas digno é tirar os miguxos que na verdade estão ali só para dar um crowd no negócio, porque não falam, não trocam informações e nem adicionam absolutamente NADA em sua vida.
DELETE total!

Po... legal encontrar as meninas que brincavam comigo na infancia... mas meu, hoje em dia não temos mais absolutamente NADA em comum para conversar. Os assuntos e os mundos são diferentes e não rola mais aquela sinergia. Ou seja, foi-se o tempo! Hoje desejo a todos muitas felicidades, mas foi-se o tempo! Os que ficaram do passado é porque na sua vida deveriam que ficar e ia acrescentar MUITO. Os que sumiram hoje não tem porque quererem esse contato superfulo. Se querem contato, ao menos te visite uma vez ao ano, liguem no seu aniversário, ou mande um cartão de natal, não?



Acho digno, Rubão. Está apoiado (seja lá quem for apagar)!

"G" disse...

Engraçado esse título e bem interessante o texto. Tem em muito a ver com a minha empresa. Visita o site www.bigbangdigital.com.br
abraço