quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Acho que você é uma besta, mas não sabe."

É o Angeli, mais uma vez traduzindo a nação brasileira.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As boquinhas fechadas.

Texto de Arnaldo Jabor, no Estadão de hoje:

As boquinhas fechadas.

Estamos vivendo um momento grave de nossa história política em que aparecem dois tumores gêmeos de nossa doença: a união da direita do atraso com a esquerda do atraso.
O Brasil está entregue à manipulação pelo governo das denúncias, provas cabais, evidências solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião pública, tapando a verdade de qualquer jeito para uma espécie de "tomada do poder". Isso; porque não se trata de um nome por outro - a ideia é mudar o Estado por dentro.
Tudo bem: muitos intelectuais têm todo o direito de acreditar nisso. Podem votar em quem quiserem. Democracia é assim.
Mas, e os intelectuais que discordam e estão calados? Muitos que sempre idealizaram o PT e se decepcionaram estão quietinhos com vergonha de falar. Há o medo de serem chamados de reacionários ou caretas.

Há também a inércia dos "latifúndios intelectuais". Muitos acadêmicos se agarram em feudos teóricos e não ousam mudá-los. Uns são benjaminianos, outros hegelianos, mestres que justificam seus salários e status e, por isso, não podem "esquecer um pouco do que escreveram" para agir. Mudar é trair... Também não há coragem de admitirem o óbvio: o socialismo real fracassou. Seria uma heresia, seriam chamados de "revisionistas", como se tocassem na virgindade de Nossa Senhora.

O mito da revolução sagrada é muito grande entre nós, com o voluntarismo e o populismo antidemocrático. E não abrem mão de utopias - o presente é chato, preferem o futuro imaginário. Diante de Lula, o símbolo do "povo que subiu na vida", eles capitulam. Fácil era esculhambar FHC. Mas, como espinafrar um ex-operário? É tabu. Tragicamente, nossos pobres são fracos, doentes, ignorantes e não são a força da natureza, como eles acham. Precisam de ajuda, educação, crescimento para empregos, para além do Bolsa-Família. Quem tem peito de admitir isso? É certo que já houve um manifesto de homens sérios outro dia; mas faltam muitos que sabem (mas não dizem) que reformas políticas e econômicas seriam muito mais progressistas que velhas ideias generalistas, sobre o "todo, a luta de classes, a História". Mas eles não abrem mão dessa elegância ridícula e antiga. Não conseguem substituir um discurso épico por um mais realista. Preferem a paz de suas apostilas encardidas.

Não conseguem pensar em Weber em vez de Marx, em Sérgio Buarque em vez de Florestan Fernandes, em Tocqueville em vez de Gramsci.

A explicação desta afasia e desta fixação num marxismo-leninismo tardio é muito bem analisada em dois livros recentemente publicados: Passado Imperfeito, do Tony Judt (que acaba de morrer), e o livro de Jorge Caldeira História do Brasil com Empreendedores (Editora Companhia da Letras e Mameluco). Ali, vemos como a base de uma ideologia que persiste até hoje vem de ecos do "Front Populaire" da França nos anos 30, pautando as ideias de Caio Prado Jr. e deflagrando o marxismo obrigatório na Europa de 45 até 56. Os dois livros dialogam e mostram como persiste entre nós este sarapatel de teses: leninismo, getulismo desenvolvimentista - e agora, possível "chavismo cordial".

A agenda óbvia para melhorar o Brasil é consenso entre grandes cientistas sociais. Vários "prêmios Nobel" concordam com os pontos essenciais das reformas políticas e econômicas que fariam o Brasil decolar.

Mas, não; se o PT prevalecer com seu programa não-declarado (o aparente engana...), não teremos nada do que a cultura moderna preconiza.

O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é previsível, é bê-á-bá em ciência política. O PT, que usou os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou, ousa dizer que "estabilizou" a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos "seus". Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.

Lula topa tudo para eleger seu clone que guardará a cadeira até 2014. Se eleito, as chamadas "forças populares", que ocupam mais de 100 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas "boquinhas", através de providências burocráticas de legitimação.

Os sinais estão claros.

As Agências Reguladoras serão assassinadas.

O Banco Central poderá perder a mínima autonomia se dirigentes petistas (que já rosnam) conseguirem anular Antonio Palocci, um dos poucos homens cultos e sensatos do partido.

Qualquer privatização essencial, como a do IRB, por exemplo, ou dos Correios (a gruta da eterna depravação) , será esquecida.

A reforma da Previdência "não é necessária" - já dizem eles -, pois os "neoliberais exageram muito sobre sua crise", não havendo nenhum "rombo" no orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada.

Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, "as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública".

Portanto, nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada.

Voltará a obsessão do "Controle" sobre a mídia e a cultura, como já anunciam, nos obrigando a uma profecia autorrealizável.

Leis "chatas" serão ignoradas, como Lula já fez com seus desmandos de cabo eleitoral da Dilma ou com a Lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, "esquecendo-a" de propósito.

Lula sempre se disse "igual" a nós ou ao "povo", mas sempre do alto de uma "superioridade" mágica, como se ele estivesse "fora da política", como se a origem e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Em um debate com Alckmin (lembram?), quando o tucano perguntou a Lula ao vivo de onde vinha o dinheiro dos aloprados, ouviu-se um "ohhhh!...." escandalizado entre eleitores, como se fosse um sacrilégio contra a santidade do operário "puro".

Vou guardar este artigo como um registro em cartório. Não é uma profecia; é o óbvio. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: "Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado!"...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Novo Jingle do Mercadante

E só porque a petralhada resolveu censurar este belíssimo jingle, resolvi reativar este blog. Assim contamos com mais um canal para mostrar que o Brasil não é dos petralhas. O BRASIL é dos BRASILEIROS.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novo blog na área!

Órfãos de leitura?

Sem problema, de vez em quando a gente volta a atualizar!

Por enquanto, acompanhe meus devaneios aqui:

http://jrbarbassa.com.br/blog


Forte abraço a todos!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Big Bang Digital

Às vezes, evoluir significa destruir. O Big Bang esteve aí pra provar essa teoria.

Evoluir implica em deixar o antigo de lado, jogar o comodismo pra escanteio e não ter medo de fazer a diferença. É abrir espaço para a novidade, é zerar os bits.

Quem já perdeu 200 gigas de um HD de 320 (eu já. E sem backup), ou algumas fotos de 35 kbytes num pendrive de 128 megas sabe que dá no mesmo. Ninguém gosta de se desfazer, de perder coisas, por mais insignificantes que possam parecer.

Isso acontece porque toda perda trás em si uma ideia ruim, mas eu penso que se o universo não tivesse "explodido" um sol maior, talvez você não estivesse lendo isso nesse instante (ok, talvez fosse mesmo uma boa ideia).

É por isso que na semana que passou (quando esse post começou a ser escrito, por sinal à mão, no Metrô) eu deletei um monte de gente do meu Orkut, do MSN, do Facebook, do Twitter e ainda vou deletar mais.

Quero me concentrar nas coisas e não apenas "colecionar miguxos". Tenho algumas metas como escrever roteiros, emagrecer, aprender a dançar que nem o Michael Jackson, fazer Taiyando, ler mais. Ver House e Fringe enquanto Lost e Heroes não começam novas temporadas.

Mas eu percebi que não se pode realmente querer abraçar o mundo. Eu reclamo da falta de tempo, mas não costumo fazer nada útil no tempo livre. Agora vou fazer, por bem ou por mal. Em função disso, também vou deletar meus outros blogs. Focar nesse aqui, no Applelogia e em projetos que vocês conhecerão em breve. :D

Curiosamente, enquanto fazia o rapa na minha rede social, descobri uma fonte infinita de material humano para trabalhar. Curioso como deletar pode ser soma, ao invés de subtração. São vidas, hábitos, estilos, referências..., tudo o que pode ser usado para a criação de personagens e histórias.

Passei a observar as pessoas. Como são? Que nomes tem? Pra onde vão e porque?

O que move cada um, além da vontade de caminhar ou ficar na mesma, andando simplesmente no ritmo da vida?

Quando comecei a enxergar essas coisas o metrô estava silencioso (eu tinha pego um dos novos trens), mas acho que meu cérebro estava fazendo muito barulho.

Desenferrujar a mente é uma tarefa árdua, mas como eu sempre digo não precisa ser fácil, basta ser possível. E é possível.

Agora quero saborear o whisky direito, fazer um email mais simples... Unificar os que eu tenho. Acordar. Conhecer, fazer e fluir. Evoluir, pois a destruição pede isso.

Me inspirar a cada expiração.

Agora vai ser assim: o oxigênio entra e as ideias saem. Pensar não dói.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A queda do do Mario Bros. do Cerrado

Será que o Leôncio do Maranhão vai sair impune? Não deixe de ver!

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=n7uBejqQJlc

quarta-feira, 1 de julho de 2009

#FORASARNEY, mas antes #PAGASARNEY

Twitteiros do Brasil estão em festa, achando que se o Sarneynto pedir pra sair, essa será a maior revolução da "Web 2.0".

Claro que o movimento não cresceu apenas no Twitter e merece crédito em todas as formas de manifestação, como as passeatas que se realizaram em diversas cidades do país, os blogs, jornais e afins.

Não deixa de ser uma vitória, caso Sarneynto realmente renuncie, mas o que eu não tenho visto ninguém falar é sobre quem vai pagar os desaforos do Mario Bros. do Maranhão quando ele sair.

Sim, porque a renuncia anula a causa, mas não o problema.

Tudo vai ficar bem com a saída daquela múmia, mas e os efeitos colaterais? Eu por exemplo, vejo nisso uma simples transferência: tira-se do toba do toba e coloca-se no toba do Senado, que obviamente, vai repassar pro nosso toba.

Eu não tenho nada contra o #FORASARNEY. Acho digno e mais do que isso, funcional. Foi uma ótima campanha e demonstra a força que o virtual pode ter sobre a realidade.

Mas além do #FORASARNEY, acho que todos devem continuar rebelados, lutando não apenas pela justiça temporária, mas também pela justiça definitiva. Lembrem-se: quando acabar a renúncia, adivinhem quem vai querer voltar? E assim como Collor e Luiz Inapto, vai ter gente pra colocar ele lá.

Temos duas escolhas:

#VAMOSPAGAR ou #PAGASARNEY

Eu opto pela segunda.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Genoino recomenda arquivamento da proposta de 3º mandato

Por favor, né? Não sei como ainda tem acéfalo cogitando essa merda.

Texto de MÁRCIO FALCÃO, na Folha Online

A PEC (proposta de emenda constitucional) que abre espaço para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu a primeira derrota nesta quinta-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. O relator do texto, deputado José Genoino (PT-SP), protocolou seu parecer defendendo o arquivamento da matéria. Tradicional aliado do presidente Lula e ex-presidente do PT, Genoino afirma que a PEC é inconstitucional.

O voto do relator, no entanto, só vai ser discutido na próxima semana pela comissão. No relatório, o petista afirma que a PEC é uma medida "casuística" e "fulminada de inconstitucionalidade".

Na avaliação de Genoino, pelo menos três pontos são inconstitucionais. O primeiro seria o desrespeito ao princípio republicano e o outro o benefício dos atuais governantes. "Não se pode mudar as regras durante o jogo para favorecer quem está no poder. Isso sem dúvida é inconstitucional, disse.

O relator sustentou ainda que o referendo popular não pode ser usado para dar legitimidade ao texto. "O referendo acaba sendo contaminado por fatores circunstâncias e que torna a regra permanente porque a partir do momento que se aceita uma reeleição podem surgir a proposta de mais três, mais quatro. Temos que garantir a rotatividade no poder. O voto é periódico", disse.

Genoino negou que tenha sido orientado por lideranças do PT a rechaçar a proposta por causa da pré-campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Algumas lideranças petistas dizem que a PEC poderia estimular o lançamento de outras candidaturas pelos partidos da base aliada.

"Não foi uma questão partidária. Nem entrei nesse mérito. Meu relatório é técnico e não leva em consideração questões políticas. Fizemos um excelente trabalho para avaliar as questões pontuais do texto e afirmo com tranquilidade que a matéria é inconstitucional", disse.

Para o relator, seu parecer vai ser aprovado com folga pela CCJ. Caso o voto do petista seja derrubado, o presidente da CCJ, deputado Tadeu Felipelli (PMDB-DF), terá que escolher outro deputado para analisar a proposta.

A PEC permite duas reeleições continuadas para prefeitos, governadores e presidente da República e ainda estabelece um referendo para consultar a população sobre o terceiro mandato do presidente da República.

A CCJ tem apenas a função de analisar se a PEC, de autoria do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), é constitucional. A tramitação da proposta começou tumultuada na Câmara. Depois de uma tentativa fracassada, Barreto conseguiu o apoio de 176 deputados favoráveis à PEC --cinco a mais do que o mínimo necessário-- o que permitiu à Secretaria Geral da Mesa da Câmara reconhecer a proposta, dando início à sua análise na Casa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Centro de São Paulo ganha pintura tridimensional de um Ford 35

Taí uma coisa que a genial política brasileira deveria incentivar!

Integrantes do Studio Kobra de artes fazem pintura tridimensional de carro Ford 35, na praça do Patriarca, região central de São Paulo.
Foto: Joel Silva/Folha Imagem

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não reeleja ninguém


Pode mudar a forma ou intensidade, mas a indignação está sempre presente dentro do peito de cada brasileiro. Afinal, aqui os congressistas não sabem o valor do salário mínimo e ainda riem diante da sua própria ignorância, como vimos ontem no CQC. Está cada vez mais difícil aguentar os fanfarrões liderados por Temer e Sarney.

Acredito piamente que esta indignação - cozinhando na panela de pressão já há alguns anos, talvez décadas - uma hora pode sair de forma surpresa.

Uma delas, talvez como sugere o panfletinho eletrônico que circula cada vez com mais intensidade na internet: não reeleja ninguém!

É uma idéia radical. Será que é capaz de dar um sustinho nos caras-de-pau que habitam o oceano de carpetes, mamatas e ar-condicionado do Congresso Nacional? Resta uma dúvida: se não reelegermos ninguém, vamos eleger quem? Penso que, antes de tudo, é importante dizer algo: mesmo tomando a atitude mais radical e extrema para demonstrar a nossa indignação é crucial preservar a instituição Congresso Nacional- uma conquista democrática que levou décadas, senão séculos para ser formulada.

Se você concorda em discutir a idéia, espalhe para debate coletivo.

Enviado por Daniela Thomas, via blog do Tas.